sábado, 13 de março de 2010

Sempre o mar


"Descobri o mar num velho sobrado amarelo em Paraty. Vez por outra as marés de sizigia, mais altas, vinham bater na soleira de casa, em plena praça, invadindo a Matriz e algumas ruas da cidade. Mesmo assim, pulando descalço na soleira para a água salgada, em ruas pensadas e feitas para serem lavadas a cada maré, não vi de verdade o mar que cerca a cidade. Tão próximo e nada vi além do espelho salgado refletindo os sobrados. Descobri o mar, o oceano e o dom de navegar no sótão, em livros."

Linha D'água (Amyr Klink)


Começar assim é demais pra mim...

Das convicções


Eu não quero nada complicado... Eu só quero o simples, porque é belo, o desprovido, porque não tem pretensão, eu quero o intenso porque há amor e paixão, eu quero a melodia, porque é rara...
Muriel

Dando voltas


Quando eu sinto o vento da mudança eu já sei que é hora... de dizer até logo, de fazer a mala, de fechar a porta... e como eu gosto disso... se vivemos acomodados onde chegaremos? Quantas experiências boas ou ruins deixaremos de viver, quantas pessoas infinitas deixaremos de conhecer? Às vezes o anseio da mudança me dá medo, será que nunca aquietarei, nunca farei morada e servirei de morada? Em qual água me verei refletida... O medo de mudança que existia na infância deu lugar à já aguçada ousadia, veio a mudança de casa, de colégio, de bate-papo diário... como é bom isso... e como isso faz perceber que ao mudar não perdemos, pois o que é verdadeiro permanece e o superficial de vez cai por terra... nesses momentos mais cresço... é tanta estrada... já nem sei...